quinta-feira, 5 de julho de 2012

MEC divulga lista dos aprovados no ProUni

O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (5) a lista dos pré-selecionados em primeira chamada para receber uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Cerca de 456 mil estudantes se inscreveram para disputar uma das 90 mil bolsas disponíveis para o segundo semestre de 2012.
O ProUni oferece bolsas de estudo em insituições particulares de ensino superior a estudantes de baixa renda. Para participar é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento particular na condição de bolsista. Também é pré-requisito ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 e atingido pelo menos 400 pontos na média das provas objetivas, além de não ter zerado a nota da redação.
Os alunos pré-selecionados deverão comparecer às instituições de ensino até o dia 13 de julho para apresentar a documentação que garante o benefício e providenciar a matrícula. A lista dos documentos necessários pode ser consultada na página do programa. Está prevista ainda uma segunda chamada para 20 de julho.
Nesta edição foram oferecidas 52 mil bolsas integrais e 37 mil parciais, que custeiam 50% da mensalidade. O benefício integral pode ser pleitado por estudantes com renda familiar per capita mensal até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais destinam-se a quem tem renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Amanda Cieglinski
Agência Brasil

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Senado aprova fim do voto secreto em votações de cassação de mandato

O Senado Federal aprovou na noite de hoje (4), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 86/07, conhecida como PEC do Voto Aberto. Ela prevê o fim do voto secreto nas votações de processos de cassação de parlamentares. De autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a PEC será agora encaminhada à apreciação da Câmara dos Deputados.
Na votação em primeiro turno, foram 56 senadores a favor e 1 contrário. Já na votação em segundo turno foram 55 votos favoráveis e 1 contra. Na próxima semana o plenário do Senado deverá decidir sobre o processo de perda do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), mas a emenda não valerá para o julgamento do senador goiano.
A PEC prevê apenas voto aberto nos casos de processo de cassação, ficando secreta as votações para aprovar autoridades como ministros de tribunais superiores, diplomatas, diretores do Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-geral da República, vetos presidenciais e eleição dos membros das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Na Câmara tramita ainda uma PEC, que já foi aprovada em primeiro turno, que institui o voto aberto em todas as votações secretas no Congresso Nacional. No entanto, a votação do segundo turno da proposta vem se arrastando porque encontra resistência de vários partidos da Casa, inclusive do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que defende que algumas votações devem ser mantidas secretas.
Iolando Lourenço
Agência Brasil

TRE recebe lista de gestores com contas públicas irregulares

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, José Carlos Novelli, entregou  ao presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), desembargador Rui Ramos Ribeiro, a relação dos 362 gestores com contas julgadas irregulares e que se enquadram na Lei da Ficha Limpa. Foi entregue uma relação com dados complementares de 531 processos envolvendo os gestores.
A relação é referente aos últimos oito anos.  De acordo com o desembargador Rui Ramos, “a lista está à disposição da população e poderão ser apresentadas impugnações”.
Segundo as regras, fazem parte da lista os gestores que atuaram nas esferas da administração estadual e municipal que tiveram as contas rejeitadas por irregularidade insanável e irrecorrível. Integram a relação também os gestores que tiveram prestação de contas de convênios irregulares; denúncias ou representações julgadas procedentes, ainda que parcialmente, e que tenham resultado na condenação de restituição de valores ao erário.
Outro critério de inclusão na relação foi o das contas de Governo julgadas irregulares pelo Poder Legislativo.  
Aparecem na lista o prefeito de Alto Paraguai, Adair José Alves Moreira; o vereador Aluizio Carvalho Júnior, o Touchinha, ex-presidente da Câmara de Alto Paraguai; Aurino Rodrigues da Silva, o Nego Lú, ex-prefeito de Arenápolis; Diane Vieira Vasconcellos Alves, ex-prefeita de Alto Paraguai; José Valetim Camarço Neto, ex-presidente da Câmara de Alto Paraguai; Luiz Francisco Neto, ex-presidente da Câmara de Nortelândia; Massao Paulo Watanabe, prefeito de São José do Rio Claro;  Olios Ciro de Matos, ex-presidente da Câmara de Alto Paraguai; Sérgio Luiz Gaino, ex-presidente da Câmara de Diamantino;  Umbelino Alves Campos, o Bilú, ex-prefeito de Alto Paraguai;  Vilson Ascari, ex-prefeito de Nortelândia; Xisto Cardoso da Silva, vereador e ex-presidente da Câmara de Alto Paraguai e Zeno José Andrade Goncalves, ex-prefeito de Rosário Oeste.

Emissão de certidões pode ser feita pela internet

Para facilitar o acesso às certidões (negativa ou positiva) cíveis e criminais, documento obrigatório para registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso disponibiliza ferramenta de emissão desses documentos via internet e orienta os interessados a utilizá-la como forma de garantir a agilidade do procedimento. Para ter acesso à certidão via online, o interessado deve acessar o Portal do Poder Judiciário de Mato Grosso (www.tjmt.jus.br), clicar na opção Serviços e escolher o link Certidão Negativa. Para acessar diretamente essa página eletrônica clique aqui. 
Neste espaço, é permitido emitir Certidão Negativa referente ao Segundo Grau. Para isso, basta escolher a opção desejada, digitar o nome completo e o número do CPF. Caso o interessado tenha processo tramitando no Segundo Grau, é preciso emitir a Certidão Positiva, quitar a guia de pagamento e preencher o requerimento da Certidão de Objeto e Pé (Acesse o modelo dessa certidão aqui). 
A Administração do TJMT orienta o preenchimento dessa documentação pela internet, sendo necessária a presença física no edifício-sede da instituição somente no momento do protocolo do pedido da Certidão de Objeto e Pé. 

Como proceder
O candidato deve efetuar uma busca no Portal do Poder Judiciário e diagnosticar quantos processos estão em trâmite no Segundo Grau. Para isso, deve acessar o link http://servicos.tjmt.jus.br/processos/tribunal/consulta.aspx e digitar o nome completo. Identificando a situação, deve preencher uma guia de pedido de Certidão de Objeto e Pé para cada processo em seu nome.  Deve ainda emitir a guia de pagamento no linkhttp://www.tjmt.jus.br/servicos/guias/Guias/SegundaInstancia/CadGuiaSegundaInstancia.aspx?ato=19 e efetuar a quitação em agência bancária. 
Com toda documentação em mão, devidamente preenchida e com o comprovante de pagamento, o candidato deve seguir até o Protocolo-Geral do TJMT e protocolizar o pedido, a partir das 12h até as 19h. A Certidão de Objeto e Pé será retirada nas secretarias do Tribunal de Justiça.

Mudança 
Para garantir celeridade e eficiência na prestação jurisdicional, o TJMT passou a disponibilizar desde o dia 2 de julho o serviço de emissão eletrônica e gratuita de certidões negativas cíveis e criminais, no âmbito do Segundo Grau de jurisdição. 
Logo no primeiro dia, 11.200 certidões negativas cíveis e criminais foram emitidas, sendo que 5.990 foram do Segundo Grau, segundo dados da Coordenadoria de Tecnologia da Informação do TJMT. Os números se referem apenas à documentação fornecida via Portal do Poder Judiciário (www.tjmt.jus.br).

Processo de cassação de Demóstenes Torres vai a Plenário

Está pronto para ser votado em Plenário o projeto de resolução que determina a cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). No início da tarde desta quarta-feira (4), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania CCJ) aprovou parecer pela legalidade, constitucionalidade e juridicidade da matéria. O relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) recebeu 22 votos favoráveis e nenhum contrário, em votação nominal e aberta.
Na CCJ, a análise restringe-se aos aspectos jurídicos, legais e constitucionais do parecer. Isso ssignifica que o relator não tratou do mérito das acusações que pesam contra o senador goiano. Demóstenes é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido aos colegas e por ter defendido interesses do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Congresso Nacional.
No texto de 28 páginas, Pedro Taques descreve todo o processo que culminou com o parecer do Conselho de Ética do Senado pela cassação de Demóstenes, depois que o PSOL entrou com representação para apuração de comportamento incompatível com o decoro parlamentar.
Taques também considerou que o procedimento constitucional foi devidamente respeitado e que o Conselho de Ética cumpriu os procedimentos relacionados ao contraditório e à ampla defesa. O cerceamento de defesa também havia sido alegado pelos advogados de Demóstenes durante a tramitação no conselho.
“Em todos os momentos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se preocupou em interpretar as normas da forma mais favorável ao representado, nunca negando a palavra a ele ou ao seu  procurador,  mesmo  quando  os  dispositivos regimentais não previam essa possibilidade de forma expressa”, informa o relatório.

Discussão
Demóstenes Torres não compareceu à reunião e foi representado pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. O defensor afirmou que o parlamentar tem sido vítima de um prejulgamento baseado em provas ilegais e em vazamentos “criminosos”.
– É um massacre que dura mais de três meses – protestou ele, acrescentando que Demóstenes “quer ser julgado por seus pares e não irá fugir aos debates”.
Já o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), do partido autor da representação que deu origem ao processo administrativo de cassação, afirmou que Demóstenes mentiu e defendeu interesses de uma organização criminosa no Parlamento.
– Está claro que o comportamento do senador é incompatível com a ética e o decoro. Ele se envolveu, dialogou e atuou em defesa de interesses de organização criminosa. Por mais duro e difícil, a verdade tem que ser dita. Os fatos mostram  isso – opinou.
A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), também fez duras críticas a Demóstenes Torres, afirmando se tratar de “uma pessoa com duas personalidades, com capacidade de mentir, enganar e manipular como raramente se vê em pessoas corretas, para não dizer normais”.
– Ele tinha sim conhecimento das atividades ilícitas de Carlos Cachoeira quando foi à tribuna do Plenário, em março, fazer seu primeiro discurso. Ele tentou nos enganar mais uma vez e atuou o tempo inteiro aos interesses do contraventor – afirmou.

Próximos passos
Com a aprovação do parecer pela CCJ, o projeto de resolução pela cassação do senador poderá ser votado em Plenário, provavelmente na próxima quarta-feira (11). É necessário o prazo de três dias úteis, após a leitura em Plenário, para que a matéria seja colocada em votação.

Votaram pela constitucionalidade do processo:

- José Pimentel (PT-CE)
- Marta Suplicy (PT-SP)
- Pedro Taques (PDT-MT)
- Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
- Jorge Viana (PT-AC)
-Inácio Arruda (PCdoB-CE)
-Eduardo Lopes (PRB-RJ)
-Pedro Simon (PMDB-RS)
-Romero Jucá (PMDB-RR)
-Vital do Rêgo (PMDB-PB)
-Renan Calheiros (PMDB-AL)
-Luiz Henrique (PMDB-SC)
-Francisco Dornelles (PP-RJ)
-Aécio Neves (PSDB-MG)
-Aloysio Nunes (PSDB-SP)
-Alvaro Dias (PSDB-PR)
-Armando Monteiro (PTB-PE)
-Gim Argello (PTB-DF)
-Magno Malta (PR-ES)
-Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
-Sérgio Petecão (PSD-AC)
-Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Agência Senado