sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Odilon de Oliveira: esse é o cara de verdade


Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.' 

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País. 

Odilon Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. 

'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado. 

Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..' 

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. 

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.' 


A mídia não noticiou essa bravura. Prefere atender as beldades do BBB, A Fazenda e Jogadores de Futebol. Mas, este sim é um verdadeiro brasileiro!!!

Diamantino: aniversário sem grande obras para a cidade

A Prefeitura divulgou a relação de obras públicas que serão inauguradas em comemoração ao aniversário de 283 anos de Diamantino.
A quantidade de obras apresentadas à população é insignificante, diante da arrecadação mensal do Município, cujo valor passa da quantia de 4 milhões de reais por mês.
Não tem obras feitas com recursos do Estado e da União, pois até nisso, o prefeito Juviano Lincoln não foi eficiente para alocar esses recursos que existem nos ministérios, em Brasília.
O prefeito municipal se especializou em instalar as academias da terceira idade e executar pinturas em meio-fio e calçada, com as cores da administração, numa afronta a Constituição Federal que proíbe a publicidade própria exposta em locais públicos;  num desrespeito aos moradores da cidade.
O aniversário de Diamantino, tirando a programação festiva vai passar em branco.
Poucas, obras, serviços e melhorias para os habitantes daqui. Corre à boca grande que até o ministro Gilmar Mendes anda fula de raiva; ‘brabo’ com o fraco desempenho dessa administração. Imagine então como está o sentimento dos pobres mortais.
Mas será que o ministro está arrependido?
Porém, não é de se estranhar, pois o atual prefeito vem da escola Batistinha.
  
Obras  

Asfaltamento de  ruas - Bairro Novo Diamantino  
Academia da Terceira Idade (ATI) - Bairro Jardim Alvorada
Reforma da Escola Castorina Sabo Mendes - Bairro São Benedito
Calçamento das ruas: JK, Progresso, Bandeirantes e Vitória Régia - Bairro Buriti
Academia da Terceira Idade (ATI) - Bairro Pedregal 
Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) 


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ministro abrirá Exposição "Expedição Langsdorff' em Diamantino


Na sexta-feira, dia 26,  o  ministro Gilmar Mendes participa do Seminário Internacional "Constituição e Meio Ambiente", no  Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá.
No sábado o ministro participará da abertura da Exposição ‘Expedição Langsdorff’, no Centro de Eventos Juarez de Abreu, em Diamantino. O ministro cuidou pessoalmente de viabilizar a amostra, na sua cidade. 
A Exposição reúne acervos da Expedição do alemão naturalizado russo  barão Georg Heinrich von Langsdorff em  território nacional, no século XIX.  Cerca de 120 aquarelas e desenhos e 36 mapas foram produzidos durante a viagem. A maioria das obras é inédita no país. Elas são assinadas por Johann Moritz Rugendas, Aimé-Adrien Taunay, Christian Hasse,   Hercule Florence e pelo cartógrafo Nester Rubtsov.
A expedição cientifica percorreu mais de 17 mil quilômetros nas províncias do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de São Paulo, Mato Grosso, Amazonas e Pará, entre 1825 a 1829. No percurso, muitos perigos pelos caminhos  pouco explorado. Taunay, por exemplo, morreu afogado e o próprio Langsdorff contraiu uma doença desconhecida que o fez enlouquecer. Com a riqueza dos dados coletados durante a expedição, ela se se constituiu no mais completo inventário produzido no país, no século XIX. A grande viagem seguiu o roteiro dos bandeirantes nos cursos fluviais dos rios: Tietê, Paraná, Pardo, Coxim, Paraguai e Cuiabá. A partir dai a  expedição se dividiu, tomando  a formação dos rios Guaporé, Mamoré-Madeira e a outra, por Diamantino, no sentido do Rio Preto, Arinos, Juruena e Tapajós.
A Expedição chegou em Diamantino em 1827 e deixou um dos maiores legados, através da aquarela feita Hercule Florence, que imortalizou em tela a Festa do Divino.  No livro ‘Esboço da Viagem feita pelo Sr. Langsdorff ao interior do Brasil desde setembro de 1825 até setembro de 1829’, traduzida por Alfredo D’Escragnolle Taunay, Hercule Florence fala sobre a comercialização de diamante e descreve os aspectos de Diamantino, naquela época.
A Exposição veio à Diamantino, graças ao empenho do escritor Nikolaus Von Behr, que passou a sua infância na cidade e a determinação do ministro Gilmar Mendes.
A réplica dos acervos ficará definitivamente em Diamantino, num museu próprio, cuja casa já foi adquirida pela Prefeitura e será restaurada com recursos da Fundação Banco do Brasil. 

Articulação pode firmar candidatura de Miltinho e Conceição França


Um pouco mais de um ano separa o pleito municipal de 2012, mas está surgindo a mobilização para a formação de uma grande força para as eleições, em Diamantino: Trata-se da composição entre Milton Criveletto, presidente do Sindicato Rural de Diamantino e dirigente do DEM e Conceição França, irmã do ministro Gilmar Mendes. 

A articulação está sendo conduzida nos bastidores e nas conversas reservadas, mas pode sair daí uma candidatura com potencial eleitoral e capaz de amedrontar os adversários.  
Miltinho foi vice-prefeito, no segundo mandato do prefeito Chico Mendes e naquela oportunidade foi firmado um acordo onde ele seria o candidato natural do grupo a prefeito, com o consentimento e apoio do ministro Gilmar Mendes.
O então prefeito fez corpo mole e o seu vice ficou sem força para seguir, como candidato. Terminada a eleição ficou a dívida para trás e um acordo descumprido.
Agora, numa situação diferente, a candidatura do presidente do DEM está posta além do âmbito partidário. A aliança com Conceição França passa a ser opção política consistente na disputa eleitoral.
Conceição é empresária do ramo de educação e membro de uma família de políticos na cidade. Seu avô foi intendente, seu pai e seu irmão foram prefeitos do município. Além de ser irmã do ministro Gilmar Mendes.
A entrada de Conceição no processo eleitoral, como candidata a vice é um claro sinal da desistência do ex-prefeito Chico Mendes, em concorrer à eleição, que terminou o mandato desgastado, não fez o sucessor, perdeu correligionários  e ainda tem conta a acertar com a Justiça.  
A provável composição tem um ‘quê’ de quitação de dívida com o Miltinho, vindo lá do passado e; quiça, com o entendimento do ministro Gilmar Mendes. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Prefeito Juviano Lincoln brinca com Diamantino

Festina lente (apressa-te devagar) era o brado marcante do imperador romano Augusto para seus soldados.
Aqui a expressão latina tem aproveitamento para o prefeito Juviano Lincoln, com uma alteração óbvia: ‘apressa-te devagar, pois está quase parando'.
O prefeito no cargo, de forma ininterrupta por quase um ano, não deu continuidade ao projeto municipal de implantação da UAB (Universidade Aberta do Brasil), iniciada pela então secretária de Educação, Nidi Teixeira, que previa a recuperação e adequação da Escola Agrícola e a introdução de novos cursos (incluindo Agronomia), ministrados pela Universidade Federal de Mato Grosso e Instituto Federal de Educação de Mato Grosso.
Sem respaldo da atual administração e sem continuidade à iniciativa, a avaliação do MEC foi contrária à instalação dos cursos em Diamantino.
Os cursos Administração Pública e Ciências Naturais são ministrados à distância, com módulo presencial, ocupam uma estrutura já acanhada e inadequada às rigorosas exigências do MEC. O que dirá numa avaliação para novos cursos.
O descaso do prefeito com os cursos da UAB foi denunciado na Câmara Municipal pelo vereador Edevaldo Alves Teixeira, o Jabuti. O apoio do vereador Edílson Mota Sampaio fez o caso ganhar mais proporção, na cidade.
Açoitado, o prefeito acordou do sono esplêndido. Acompanhado do secretário municipal de Educação, Nilvo Pedro Lanza e da coordenadora do Polo de da Universidade Aberta, professora Dirce Francisca da Silva Arruda, o alcaide rumou para Cuiabá, atrás dos cursos, que antes ele fez questão de ignorar, por capricho.  
Na Capital, a comitiva marcou reunião com o secretário estadual de Ciências e Tecnologia, Eliene Lima, com pedido para se fazer uso da Escola Técnica Estadual de Diamantino, como local de aulas da UAB.
Outro encontro foi com o coordenador da UAB na Universidade Federal de Mato Grosso, Carlos Rinaldi.
O prefeito engoliu a seco e vai ceder a Escola Agrícola para a UAB.
A UAB oferece, através das Instituições Federais de Ensino, como a UFMT e IFETMT, cursos de graduação e tecnológico à distância e com isso insere jovens e adultos à formação profissional, qualificada e de graça.
O prefeito Juviano Lincoln de pronto, não teve a sensibilidade de entender a abrangência da Universidade Aberta e a sua função, para a comunidade.
O prefeito deixou passar a oportunidade de mostrar para a população que é capaz , pois por hora, ele está no cargo, só por estar, por vaidade pessoal.