sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PEC proíbe parlamentares de aceitar cargos no Poder Executivo

Uma proposta de emenda à Constituição pode mudar as regras relacionadas à nomeação de integrantes do Poder Legislativo para o Executivo. Apresentada pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), a PEC 21/2011 ainda aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta impede que integrantes do Poder Legislativo ocupem cargos de livre nomeação no Poder Executivo, como os de ministro de Estado e secretário estadual ou municipal.
Atualmente, deputados federais e senadores nomeados para esses cargos se licenciam de suas funções no Legislativo, sendo substituídos por suplentes. Com a mudança, para aceitar a nomeação no Executivo, teriam de renunciar ao mandato. Com as regras atuais, ministros como Garibaldi Alves Filho (Previdência), Edison Lobão (Minas e Energia), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Marcelo Crivella (Aquicultura e Pesca) e Marta Suplicy (Cultura) podem retornar ao Senado se deixarem seus cargos.
A PEC 21/11 altera o art. 54 da Constituição para incluir entre as vedações impostas a deputados e senadores a proibição de ocupar cargo de ministro de Estado; de governador de território; de secretário de Estado, do Distrito Federal, de território ou de prefeitura de capital; e de chefe de missão diplomática temporária.
Na justificação da proposta, Pedro Taques reconhece que a possibilidade de licença para assumir cargo no Executivo é constitucionalmente assegurada aos parlamentares, mas argumenta que a prática vem ocasionando "abusos e práticas não condizentes com a moralidade que deve reger a edificação das instituições públicas".
O senador lembra que a Constituição adota a teoria da separação dos Poderes da República, com a fiscalização dos atos do Executivo pelo Legislativo.
"De forma indireta, esse dispositivo acaba por agravar a falta de ética já tão manifesta em nossos dias e tão repudiada pela coletividade, que clama por maior lisura por parte dos nossos mandatários e representantes", opina Taques.
Outro alvo da crítica do senador mato-grossense é o fato de as vagas dos parlamentares acabarem ocupadas por suplentes. "Muitos desses substitutos, desconhecidos do eleitorado, acabam assumindo o mandato por toda a legislatura, enquanto os titulares assumem os cargos executivos, nem sempre bem intencionados ou vocacionados para a missão", afirma.
Agência Senado

Senador Pedro Taques: 'luto o bom combate'

Em seu pronunciamento antes da eleição para a presidência do Senado nesta sexta-feira, dia 1º de fevereiro, o candidato ao cargo, senador Pedro Taques (PDT-MT), reconheceu-se como perdedor nessa disputa, mas combatente por mudanças no Senado. O candidato, apoiado pelo PSOL, PSB, DEM, PSDB e por alguns senadores de outras legendas, pediu os votos dos colegas com um discurso poético e crítico à omissão do Legislativo e ao retorno de Renan Calheiros à presidência da Casa.
– Sou o titular da perda anunciada, do que não acontecerá, senhor presidente. Mas o bom povo do Mato Grosso não me deu voz a esta casa para só disputar os certames que possa ganhar, mas para lutar com todas as minhas forças as batalhas que forem justas-, disse Taques no início de seu discurso.
O senador criticou a omissão do Poder Legislativo e disse que, caso eleito, pretende impugnar as ações do Executivo que sejam contrárias às normas do país. Ele disse que o Legislativo não é um “puxadinho” do Poder Executivo.
– O presidente tem o dever de impugnar proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis e ao próprio regimento, o que foi feito apenas uma única vez desde a Constituição de 1988. Eu, anunciado perdedor, comprometo-me perante meus pares e perante todo o país a impugnar esses exageros do Poder Executivo. Será que o anunciado vencedor pode fazer idêntica promessa? – disse.
O senador propôs ainda que as relatorias sejam sorteadas, que os vetos do Executivo às leis sejam votados pelo Congresso, e que haja uma agenda legislativa pública e democratizada, com mecanismos para que os cidadãos possam formular diretamente requerimentos de urgência para votação de matérias.
Taques defendeu também a atualização do regimento interno da Casa e do regimento interno do Congresso Nacional, além de um processo legislativo eletrônico, em que os cidadãos possam participar com iniciativa popular por meio de assinatura eletrônica.
Na área administrativa da Casa, o senador prometeu organização, estrutura eficiente e probidade.
- Não serão tolerados abusos de qualquer ordem. Funcionários públicos, representantes do povo, estamos todos aqui para servir a sociedade e o Estado e não para nos servirmos dele – disse.
O senador citou uma petição eletrônica popular que reuniu mais de 300 mil assinaturas contra a candidatura de Renan Calheiros.
- Esta candidatura é daqueles que nunca tiveram voz nesta Casa. É dos mais de 300 mil brasileiros que assinaram uma petição eletrônica – falou.
No fim de seu discurso, Taques se disse convencido de sua derrota, e criticou a volta de Renan Calheiros à presidência da Casa.
- Existem voltas que criam receios, receios de continuísmo, receios de letargia, receios de erros ressurgidos. Sou o anticandidato, aquele que perderá. Não sou especial, não tenho qualidades que cada cidadão brasileiro trabalhador e honesto não tenha também. Eu não temo o próprio passado e, portanto, eu não tenho medo do meu futuro – disse.
Votação
Eleito no início da tarde desta sexta-feira, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) será o presidente do Senado no biênio 2013-2014. O parlamentar alagoano, que substitui José Sarney (PMDB-AP), recebeu 56 votos. O outro candidato, Pedro Taques (PDT-MT), teve 18 votos. Houve ainda dois votos em branco e dois nulos.

Agência Senado

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Senado decide nesta sexta entre Renan Calheiros e Pedro Taques

O Senado vai eleger nesta sexta-feira , dia 1º de fevereiro seu novo presidente para o biênio 2013-2014. Os  senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Pedro Taques (PDT-MT).
A eleição será realizada durante reunião preparatória marcada para as 10 horas no Plenário, e será comandada pelo atual presidente, José Sarney. O nome do novo presidente será decidido por maioria simples de votos, com a presença da maioria absoluta dos senadores (41 dos 81 parlamentares).
Após reunião no fim da tarde desta quinta-feira (31), com a presença de Sarney, o PMDB anunciou que Renan Calheiros será o candidato da legenda para concorrer à Presidência. Ele já foi presidente do Senado, entre 2005 e 2007. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi indicado pela legenda como candidato à 2ª vice-presidência da Mesa do Senado. O novo líder do partido na Casa é o senador Eunício Oliveira (CE).
Além de concorrer pelo partido mais numeroso do Senado (20 cadeiras), Renan Calheiros conta com o apoio do Palácio do Planalto, de acordo com o noticiário dos últimos dias. O PT, partido da presidente Dilma Rousseff é a segunda agremiação com mais vagas (12).
O candidato do PMDB terá como adversário o senador Pedro Taques, que está em seu primeiro mandato. Taques, cujo partido tem cinco cadeiras na Casa, conta com o apoio do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o único representante da agremiação no Senado, que retirou sua candidatura em apoio ao colega. O parlamentar recebeu também o apoio do PSDB (11 cadeiras) e conversa com senadores de outros partidos, caso do DEM (4 cadeiras) e do PSB (4 cadeiras).
Com uma proposta de "restauração do Legislativo", Pedro Taques diz que sua candidatura não é de oposição, mas faz "parte do jogo democrático". Ele disse que seu principal objetivo é promover o "debate de ideias" no Senado.
O senador Renan Calheiros não se pronunciou sobre sua plataforma. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), Renan só vai falar nesta sexta como candidato oficial do partido.

Agência Senado

Deputado Riva fica na presidência da Assembleia por mais dois anos

Será empossado nesta sexta-feira, dia  1º de fevereiro a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.  A solenidade de posse está marcada para as 9 horas  no Plenário  Renê Barbour.  Formam a Mesa:  José Riva (PSD) - Presidente; Romoaldo Júnior (PMDB) - 1º Vice-presidente;  Dr. Antônio Azambuja (PP) - 2º Vice-presidente;  Mauro Savi (PR) - 1º Secretário; Dilmar Dal Bosco (DEM) - 2º Secretário;  Luiz Marinho (PTB) - 3º Secretário, e Airton Português (PSD) - 4º Secretário.  A eleição da Mesa foi realizada no dia 4 de setembro de 2012.

O deputado José Riva  vai assumir o cargo pela sexta vez. Com o acúmulo de poder dentro da Casa,  ele faz rodízio e com isso, não deixa de dar as cartas no Parlamento de Mato Grosso. Ora é presidente, ora secretário, os dois principais cargos na Assembleia. Ele tem a vitalicidade na Mesa. A Casa é dele.

A nova manobra do deputado Riva é de se tornar governador em 2014, com a saída do atual governador para se candidatar, possivelmente ao Senado.  A jogada é mandar o atual vice-governador Chico Daltro para o Tribunal de Contas e diante da vacância do cargo, ele [Riva], presidente da Assembleia vira governador, através da manobra consentida. No cargo, disputará a reeleição.

Diante da conjuntura e da força do deputado Riva é possível que tudo isso aconteça.  Ele se projeta na política e os outros, se curvam a ele. Ninguém pode com o deputado.

Benedito Cruz de Almeida
Agência Agora

Deputado José Riva ajuda eleger novo presidente da AMM

O presidente da Assembleia de Mato Grosso, deputado José Riva faz barba e cabelo na política de Mato Grosso. Sua ambição não tem limites.

Apesar de ser o maior ficha corrida do país, segundo a Revista 'Veja', o deputado manda na política do Estado. Recentemente, o  juiz de Direito Marcos Faleiros da Silva determinou o bloqueio de bens do deputado José Geraldo Riva, do ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Humberto Melo Bosaipo e de outras oito pessoas que respondem a processo por crime de improbidade administrativa. A  ação civil pública movida pelo Ministério Público cobra o ressarcimento ao erário estadual de R$ 2.254.642,09 que teriam sido desviados pelos acusados.

Apesar da fama de falcaturas, o deputado José Riva é hábil nas manobras políticas. Agindo assim, elegeu o seu genro, veredor João Emananuel (PSD)para a presidência da Câmara de Vereadores de Cuiabá e foi oresponsáavel pela vitória do prefeito de Juscimeira, Valdeci Colle (PSD), o Chiquinho do Posto à presidência da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios). A eleição ocorreu na manhã desta quinta-feira, dia 31 de janeiro. Chiquinho do Posto teve 91 votos e o prefeito de Alto Paraguai, Adair José Alves Moreira (PMDB), 34 votos. O prefeito de Alto Paraguai foi para a disputa com apoio do governador Silval barbosa (PMDB) e do senador Pedro Taques (PDT).

A posse da nova Diretoria será no mês de fevereiro. A AMM é a principal Instituição Municipalista do Estado, responsável pela representação do Município nas esferas do Estado e da União.

Benedito Cruz de Almeida
Agência Agora

Mesa Diretora da  AMM- (biênio 2013-2014)

Presidente de Honra: Meraldo Figueiredo de Sá- (PSD)

Mesa Diretora

Presidente de Honra: Meraldo Figueiredo de Sá- PSD
Presidente:
Valdecir Luiz Colle - Juscimeira -PSD

Primeiro Vice-Presidente:
Milton José Toniazzo - Terra Nova do Norte - DEM

Segundo Vice-Presidente:
Jamar da Silva Lima - Nova Brasilândia - PT
Terceiro Vice-Presidente:
Marcos de Sá Fernandes da Silva - Santa Cruz do Xingu - PSB

Quarto Vice-Presidente:
João Antônio da Silva Balbino - Rosário Oeste - PSB
Quinto Vice-Presidente:
Leonardo Farias Zampa - Novo São Joaquim - PR
Secretário Geral:
Carlos Roberto Bianchi - São José dos Quatro Marcos - PSB
Primeiro Secretário:
Elias Leal-Mirassol D´Oeste - PSD
Segundo Secretário:
Humberto Bortolini - Itiquira - PR
Tesoureiro Geral:
Moacir Pinheiro Piovezan - Porto dos Gaúchos PSB
Primeiro Tesoureiro:
Divina Maria da Silva Oda - Pontal do Araguaia - PSB
Segundo Tesoureiro:
Ademir Gaspar de Lima - Jaciara - PT

Conselho Fiscal
1 - Magali Amorim Vilena Morais - General Carneiro - PSD
2 - Fábio Schroeter - Campo Verde - PTB
3 - Fausto Aquino de Azambuja Filho - Luciara (PSB)

Suplentes do Conselho Fiscal
1 - Luiz Henrique do Amaral - Cocalinho - PT
2 - Daniel Gonzaga Correia - Vale de São Domingos - PP
3 - José Mauro Figueiredo - Arenápolis - PRB